sábado, 6 de agosto de 2011

O CALIFA DA RUA DO SABÃO EM CARTAZ TEATRO XISTO BAHIA

O Califa da Rua do Sabão



RELEASE
Após uma viagem ao oriente, O Sr. Natividade traz consigo uma odalisca, e fazendo-se passar por um poderoso Califa instala-a em um imóvel alugado no Rio de Janeiro, fingindo estar em Túnis. Mal sabe ele que o imóvel foi recentemente comprado pela sua mulher, Simplícia, e que a odalisca não é bem o que parece.


FICHA TÉCNICA

Autoria: Artur Azevedo
Adaptação e encenação: Antonio Fábio
Cenário e Figurino: Hamilton Lima
Iluminação: Danillo Novaes
Trilha sonora: Gabriel Dominguez e Alan Benedeto
Programação visual: Priscila Pimentel
Produção executiva: Fábio Fernandes e Antônio Fábio
Realização: Ovo Teatro e Afins
Elenco: Fábio Fernandes, Mayana Leitão, Kleber Santana, Paula Moreno e Saulus Castro.
SERVIÇO

Temporada de 13 de Maio a 19 de Junho

Sextas, Sábados e Domingos – Sempre as 20 horas
Espaço Xisto Bahia – Barris
Ingressos a R$ 16,00 (inteira) e R$8,00 (Meia entrada)
Fones para contato: Antonio 8742 7435 e Fábio
Blog: ocalifadaruadosabao.blogspot.com.br
Email: ocalifadaruadosabao@yahoo.com.br

Orígem: Wikipédia, enciclopédia livre
 
Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em 7 de julho de 1855, em São Luís - MA e faleceu em 22 de outubro de 1908, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís, e Emília Amália Pinto de Magalhães.

Em 1871 escreveu uma série de poemas satíricos sobre as pessoas de São Luís, perdendo o emprego de amanuense (copista de textos à mão).

Seguiu para o Rio (1873), onde foi tradutor de folhetins e revisor de "A Reforma", tornando-se conhecido por seus versos humorísticos. Escrevendo para o teatro , alcançou enorme sucesso com as peças "Véspera de Reis" e "A Capital Federal". Fundou a revista "Vida Moderna", onde suas crônicas eram muito populares.
Artur de Azevedo, prosseguindo a obra de Martins Pena, consolidou a comédia de costumes brasileira, sendo no país o principal autor do Teatro de revista, em sua primeira fase. Sua atividade jornalística foi intensa, devendo-se a ele a publicação de uma série de revistas, especializadas, além da fundação de alguns jornais cariocas.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rodas de Conversa do Teatro Griô


Dia 16 de junho, quinta-feira, às 16 horas, na Sala do Teatro Griô, palestra e Roda de conversa com a professora Doutora Vanda Machado, importante pesquisadora e autora de vários livros sobre mitos e tradição oral afro-brasileira, sobre o processo criativo da próxima montagem solo do Teatro Griô - com Fabio Araujo e direção de Rafael Morais

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Teatro Griô abre novas inscrições para cursos de teatro


Grupo Teatro Griô, localizado no Corredor da Vitória, 1809, Instituto Goethe (ICBA)


O Grupo Teatro Griô, nasceu em 1998 e desde então vem desenvolvendo importantes atividades de pesquisa, formação e criação artística que valorizam o teatro popular, principalmente com o desenvolvimento de investigações artísticas sobre técnicas de palhaço para a cena, técnicas circenses e de teatro de rua, processos criativos inspirados nos narradores tradicionais africanos – griots e estratégias de encenação de contos populares.
Durante esse percurso, o grupo mantém pesquisa constante e tem desenvolvido atividades artísticas de formação, especialização e aperfeiçoamento com mestres da arte do palhaço, do teatro de rua, da narração de histórias e do circo, no Brasil, Itália, Inglaterra e França. Os artistas-pesquisadores do grupo Teatro Griô sempre compartilham a experiência adquirida, ao longo de anos de dedicação e investimento na busca de novos horizontes técnicos e criativos, com outros artistas profissionais ou iniciantes na arte teatral.
Os atores do grupo têm realizado importantes pesquisas sobre a encenação de narrativas da tradição oral, com resultados artísticos inovadores, e para quem quiser experimentar o prazer de fazer teatro com as vivências e técnicas do Teatro Griô, estão abertas as inscrições para oficinas que iniciarão a partir do dia 08 de julho.
Com um cardápio variado, estão sendo oferecidas diversas oficinas, voltadas para o público de todas as idades, como por exemplo, “Turma Camaleãozinho”, ministrada pela atriz Tânia Soares voltadas para crianças de 07 a 11 anos, “Iniciação Teatral”, ministrada pelo ator Fábio Araújo, voltado para jovens entre 15 e 21 anos e a Oficina “O Prazer de Contar Histórias” ministrada pelo ator e diretor Rafael Morais, voltada para pessoas de todas as idades que tenha interesse de aprender e vivenciar, técnicas de narração, criação e encenação de histórias a partir da memória, improvisação e estratégias para apresentação de contos populares.
Foto: Romeu Portugal
Voltadas para pessoas que desejam conhecer o universo do teatro, melhorar sua comunicação, desenvolver sua criatividade e expressividade, ou para aqueles que buscam uma forma de descontração e divertimento através do imaginário e do lúdico, o aluno poderá vivenciar na prática os diversos benefícios que o teatro propicia na sua expressividade e sociabilidade.
Os interessados podem entrar em contato pelos telefones (71) 3018-4888/ 8110-2581/8110-7627 em horário comercial e também acessar a programação completa no site: www.teatrogrio.com.br.


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Experimente o prazer de fazer teatro!
(71) 3018.4888/81102581/81107627
Corredor da Vitória, 1809, Instituto Goethe(ICBA)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

GRUPUSINA DE TEATRO HOMENAGEIA ZUMBI E A LUTA CONTRA A ESCRAVIDÃO

Após participar do Festival de Teatro de Curitiba, o espetáculo Usina conta Zumbi tem reestreia no Dia da assinatura da Lei Aurea

Comemorando 10 anos de trajetória na cena teatral baiana, o GrupUsina de Teatro dará a sua contribuição ao debate sobre o 13 de maio de 1888, trazendo de volta à cena baiana o espetáculo cênico-musical Usina Conta Zumbi, uma homenagem ao mais importante líder da luta negra no Brasil.

O espetáculo recria, através de sucessivos quadros e músicas executadas ao vivo, a figura lendária de Zumbi, líder do quilombo de Palmares, símbolo de resistência contra a escravidão e a opressão. Livremente inspirado na histórica montagem de 1965, Arena Conta Zumbi - texto de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri e música de Edu Lobo, o espetáculo dialoga com a contemporaneidade, relacionando os acontecimentos e personagens do passado com os fatos políticos, sociais e econômicos da atualidade, como trabalho escravo, ações afirmativas, sistema de cotas, inserção do negro na mídia e no mercado de trabalho, os movimentos sociais e a questão ambiental de Salvador.

Após ser aplaudida no prestigiado Festival de Teatro de Curitiba (abril, 2011), a peça, com direção de Ana Paula Carneiro (Mister Holliday), terá reestréia no dia 13 de maio e será encenada sempre as quartas e sextas, às 20h, no Instituto Feminino da Bahia, no Politeama, até o dia 03 de junho.
Os ingressos custam R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia).


O Instituto - Além de estrear em uma data emblemática da história nacional, o espetáculo será apresentado em um espaço não muito usual para a arte teatral e que guarda elementos que contam passagens da história do país. Entre as mais de três mil peças do museu, localizado no centenário casarão, está o traje de fios de ouro utilizado pela Princesa Isabel, no ato de assinatura da Lei Aurea, que aboliu, ao menos oficialmente, a escravidão no Brasil, em 1888.

A montagem Usina conta Zumbi comemora os 10 anos de atividades do GrupUsina de Teatro, companhia criada com o objetivo de encenar peças de diversos estilos, em palco, rua e espaços alternativos, investindo na pesquisa, na criação de uma dramaturgia própria e na prática constante da investigação dos elementos essenciais de comunicação do teatro. Nesta década de atuação, o grupo se apresentou em diversas cidades brasileiras, participou de importantes festivais, como o Festival de Curitiba, e ganhou prêmios, incluindo o prêmio Braskem de melhor peça baiana do ano de 2007, na categoria júri popular por Gozo Frio.

Entre as montagens do GrupUsina, estão: As Três Marias, Balada do lado sem luz, Poema de Banheiro, o infantil O gênio do livro, O homem que só comia veado, baseado na literatura de cordel, Mister Holliday, Gozo Frio, À maneira de Godard e D’As criadas, entre outros. No endereço: www.usinacontazumbi.blogspot.com, há fotos e vídeos dos espetáculos do grupo, incluindo Usina conta Zumbi.

A diretora - “Decidimos celebrar os 10 anos de criação da companhia com a releitura de um clássico do teatro político feito no Brasil. Colocando as nossas ideias e angustias em relação a um passado de horror do nosso Brasil e que deixou marcas profundas em nossa identidade. Apostamos no trabalho de criação coletiva, investindo igualmente nas características do ator atuador e do sistema Curinga, criado por Augusto Boal”, destaca Ana Paula que é fundadora da companhia, ao lado do ator, diretor e dramaturgo Uarlen Becker.

Ana Paula Carneiro vem se destacado como atriz, em espetáculos como Três história pra lembrar (Luiz Antônio Jr.), Rubem (direção coletiva, sob supervisão de Fernando Guerreiro), Noite em família (Vida Oliveira), A grande Peleja (Ivo Gato), além das peças do GrupUsina.

SERVIÇO


Usina conta Zumbi
Livremente inspirado em Arena Conta Zumbi
Encenação: GrupUsina de Teatro
Quando: quartas e sexta, às 20h – de 13 de maio a 03 de junho
Onde: Instituto Feminino da Bahia, Rua do Politeama, n. 02, Politeama Centro
Texto final e direção geral: Ana Paula Carneiro
Elenco: Adilson Passos, Águeda Tavares, Alef Bernardes, Edlene Silva, Evaldo Maurício, Diego Alcântara, Fernanda Silva, Liz Novais, Omar Leoni, Wellington Reis, Tiago Lobo e Uarlen BeckerAssistente de direção: Luiz Antônio Jr.
Preparação musical: Roquildes Jr. e Gabriel Carneiro Costa
Contatos: (71) 8725-0043 - Ana Paula Carneiro
e-mail: grupusina@gmail.com


sábado, 7 de maio de 2011

Para não dizer que não falamos dos Índios

Espetáculo IAURETÊ  revela a ancestralidade e os impactos da civilização nos povos indígenas brasileiros



 IAURETÊ Espetáculo Afro-índígena no Teatro SESI do Rio Vermelho.

O espetáculo IAURETÊ marca os 33 anos do Grupo de Teatro Palmares Iñaron. A peça é uma livre adaptação do conto Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e da obra literária Maíra de Darcy Ribeiro e cruza as histórias de dois personagens: Oxim um místico caboclo onceiro, interpretado por Victor Kizza (Barrela, Uma Mulher Vestida de Sol) e Mehín Índio que ganha vida com a interpretação de Maria Janaína (Água que Lava Alma) e revela a ancestralidade e os impactos da civilização nos povos indígenas brasileiros. IAURETÊ é adaptado e dirigido por Lia Spósito (Macunaíma, Cangaço, O Trem Baiano), conta com a direção musical de Bira Reis e a orientação artística de Antônio Godi.
O espetáculo foi premiado no FIT – Festival Nacional Ipitanga de Teatro na edição 2010 com o Troféu de Melhor Ator para Victor Kizza. Este festival de caráter nacional é realizado no município de Lauro de Freitas/BA ao longo de 05 (cinco) edições e vem ganhando expressividade, representando o movimento cultural de Lauro de Freitas por todo o Brasil. Ainda, o espetáculo IAURETÊ foi um dos grandes representantes da Bahia e do nordeste no Festival de Curitiba 2011, que já está em sua vigésima edição e constitui-se como um dos mais expressivos festivais de teatro do país sendo realizado anualmente na capital paranaense.

Nova temporada de apresentações no Teatro SESI Rio Vermelho, localizado na Rua Borges dos Reis, 09 – Rio Vermelho. Nos dias 06, 20 e 27 de maio de 2011, sempre às sextas-feiras 20h.


Ficha Técnica
Realização: Palmares Iñaron e Oficina de Investigação Musical O.I.M
Texto: IAURETÊ (Adaptação das obras; Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e Maíra de Darcy Ribeiro)
Adaptação e Direção: Lia Spósito
Elenco: Maria Janaina e Victor Kizza
Orientação Artística: Antônio Godi
Direção Musical e Multimídia: Bira Reis
Percussão: Kinhones, Alessandro Mônaco, Marquinhos Black
Produção Executiva: Victor Kizza
Assistente de Produção: Heloisa Jorge
Iluminação: Everton Machado
Assistente Técnico: Nildo Brito
Fotografia: Aldren Lincoln
Programação Visual: Letícia Martins

Grupo de Teatro Palmares Iñaron


Sobre o Palmares Iñaron

O Grupo de Teatro Palmares Iñaron foi fundado em 1976 por Antônio Godi e Lia Spósito, juntamente com Kal dos Santos e Ana Sacramento e cultiva, ao longo da sua trajetória, uma proposta de trabalho voltada para as questões étnico-sociais e culturais do afro-brasileiro, dos povos indígenas e do sertanejo, baseando-se na importância de se refletir sobre o convívio na diferença, sobre como pensar a diferença entre os povos, culturas, tipos físicos e classes sociais, compreendendo-a e vivenciando-a com respeito.

O nome do grupo relaciona palavras ligadas às culturas; negra e indígena e trata-se, portanto, de valorizar essas duas culturas. Palmares Iñaron significa então, Palmares Ensandecido, atribuindo homenagem à história de Zumbi e fazendo referência à terminologia de origem indígena Iñaron - que designa um estado de perturbação mental e espiritual, nos índios, por conta das influências da civilização. O trabalho do Palmares Iñaron parte de um estudo antropológico associado a uma pesquisa estético-teatral que determina uma maneira própria para interpretar as realidades diversas, desvendadas pelo olhar apurado de quem quer descobrir personagens, fatos e situações.

O Teatro-Étnico do grupo desenvolve uma linguagem característica, inspirada na essência do povo brasileiro com suas raízes e origens que constituem a nossa formação social. Em sua trajetória o Grupo de Teatro Palmares Iñaron montou importantes espetáculos, a saber: Estórias Brasileiras (1977) e Usura Corporation (1978), este que foi indicado para o Prêmio Martin Gonçalves de Teatro, à época, nas categorias de Melhor Texto para Antônio Godi e Melhor Atriz para Lia Spósito, além da realização da Leitura Dramática de Documentos Negros (Revolta de Búzios) em uma das reuniões que marcavam a constituição do Movimento Negro Unificado em 1979, no antigo Espaço Sucupira, onde hoje funciona a Prefeitura de Salvador.