quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Oficina de Teatro para Surdos na Biblioteca Publica Anísio Teixeira

Nas manhãs de sábado dos meses de Novembro e Dezembro será realizada a segunda edição do Curso de Teatro para surdos promovido pela Biblioteca Anísio Teixeira - Fundação Pedro Calmon, ministrado pelo professor e palhaço Marcos Fernandes.

O curso intitulado A PUREZA DO SILÊNCIO tem em sua metodologia a fusão da arte do palhaço e a Língua Brasileira de Sinais.


Vinculado a Biblioteca Anísio Teixeira (Fundação Pedro Calmon), referência no atendimento aos surdos, desenvolvendo várias atividades artístico-educativas. As aulas acontecerão todas nas manhãs de sábados, nos meses de Novembro e Dezembro do presente ano.

Eixo para esta proposta pedagógica “a nobre arte do palhaço” é uma técnica de interpretação para o teatro com forte trabalho expressivo, pois todo o corpo do palhaço fala e olha. Ultrapassando a simples representação, consiste na exploração e exposição cômica das qualidades e defeitos dos indivíduos que o vivenciam. Torna-se um modo de expressão pessoal. O palhaço põe em desordem certa ordem, erra e acerta onde não se espera, deve saber realizar seus fracassos com talento, trabalho e técnica.

O palhaço é aquele que sem “dizer uma palavra” é capaz de levar platéias à sorri e a chorar. Bons exemplos disto são os filmes do Charles Chaplin e o espetáculo teatral “O Sapato do Meu Tio”, onde ficam bem claras as potencialidades desta forma de expressão.

O trabalho e a técnica adotada dialogam com as diversidades e especificidades, não exigindo nenhuma forma de padronização, mas sim propondo com o que, cada sujeito tem para oferecer, permitindo total acesso de todos sem nenhuma descriminação, e nem empecilhos anatômico, comunicativos e ou étnicos.

SERVIÇO

O que: Curso de Teatro para surdos “A Pureza do Silêncio”

Com: Professor e palhaço Marcos Fernandes

Quando: 05, 12, 19 e 26 de novembro de 2011 (sábados) e 03, 10, 17 de dezembro de 2011

HORAS: das 08:30 as 12 HORAS

Onde: Biblioteca Anísio Teixeira
(Av. Sete de Setembro, 74. Ladeira de São Bento. Centro. Salvador. Telefone: 3117-6339/37

Inscrições gratuitas no local






“Vai ter teatro hoje?”, querem saber as crianças de Itinga


Ereoatá Ponto de Cultura em Itinga

essa é uma publicação do site


Cinco pessoas não conseguem circular pelo bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, sem ouvir esta pergunta. “Vai ter teatro hoje?”, querem saber as crianças, “vai ter teatro hoje?”, querem saber os pais. E os cinco integrantes do grupo Ereoatá se alegram. Se tem público, tem espetáculo, sim senhor! 

O mais legal é que há peças inventada pelos próprios meninos e meninas de Itinga. Eles aprendem a fazer personagens em papel-machê, papelão, garrafas PET e outros materiais alternativos, e depois de tudo pronto, criam coletivamente uma história para aqueles bonecos. 


“A minha boneca se chama Mérlia”, vem contar a menina Íris, que desde antes de completar seis anos [idade mínima para o projeto] pedia para participar.  Mérlia foi a mãe dos outros personagens na peça que o grupo dela criou. “O meu se chama Eddie. Ele tem um moicano azul”, mostra o colega Álvaro, de sete anos. 

Todos os sábados de novembro, a partir das 18h30, o palco do Ereoatá vai ser ocupado pelo espetáculo “Blup – nem tudo que cai na rede é peixe”, que promete ser “uma fantástica aventura no fundo do mar”.


Na trama, um caranguejo fica preso em um “coisa-ruim”, quer dizer, uma sacola plástica, e um peixe chega para salvar o amigo. Os personagens são feitos de materiais recicláveis, e o texto versa sobre a importância de não poluir as praias, a cidade e o mar. 

DESTAQUE: Quer assistir o trecho falado na reportagem acesse


De materiais reutilizados também são feitos o palco, as paredes e boa parte da estrutura da sede do Ereoatá. As paredes são de banners de propaganda de um cartão de crédito, o chão é de tábua de elevar produtos em supermercado, o piso é de lona publicitária…  

Além do palco, outros três ambientes acolhem as crianças, jovens e adultos alunos do projeto: o espaço da oficina de bonecos e artesanato, e a salinha dos livros e da leitura, onde também tem computador.

Em uma ante-sala, ficam os instrumentos musicais usados nos espetáculos, o que aguça a curiosidade de quem sobe ou desce a ladeira da praça José Ramos, perto da Escola Santa Júlia. 

Havia uma época em que tudo isso ficava na garagem de um dos fundadores do grupo, Rubenval Menezes, o que gerou até reportagem na TVE no ano de 2006 – um registro orgulhosamente guardado nos arquivos do grupo. 

“Na verdade, nossa história começou bem antes da garagem. Fomos alunos do projeto Tupã de Arte-Educação, criado por Hirton Fernandes em Lauro de Freitas nos anos 1990. Na época, chegamos a viajar para a Dinamarca, Peru, Bolívia, para fazer intercâmbios. Depois, ele propôs que cada um formasse um novo grupo, multiplicasse a ideia. Eliete e eu então fundamos o Ereoatá e depois fizemos faculdade [licenciatura em artes cênicas pela UFBA], onde conhecemos os outros parceiros”, conta Rubenval. 

A palavra Ereoatá, em tupi-guarani, quer dizer “fazer bonito”. E contém nela o “erê”, a “energia da criança” em iorubá – uma energia que, no fundo, é o que move os professores a darem continuidade às atividades que não param.

O folheto diz que é de segunda a sábado, mas se alguém passar lá no domingo, provavelmente vai encontrar alguém trabalhando.  “Amanhã mesmo [domingo, 30/10] vamos terminar uma encomenda de artesanato, porque é o jeito da gente garantir mais recursos para o projeto. Aqui, a gente atende os alunos, a gente faz a limpeza, a gente busca recursos”, conta Eliete Teles, “mas contamos também com o importante auxílio de monitores adolescentes”.   

A biblioteca é outro atrativo que não para de receber adesões. “A leitura é estimulada por um sistema de quadro de estrelinhas: quem ler mais livros ganha um prêmio no fim do mês”, conta a professora Valdíria Souza.

Nas horas vagas, os professores vendem peças de teatro de bonecos para escolas particulares e outras instituições. “Interessante é que nosso grupo leva os mesmos espetáculos para as escolas privadas, e as crianças dessas escolas estão com a mesma sede das crianças de Itinga!”, diz Rubenval. 

A correria é grande para promover sustentabilidade aos projetos sociais de arte-educação, e por isso nem sempre tem teatro aos sábados à noite. Como alternativa, o grupo oferece contação de histórias ou exibição de filmes. 

As crianças contribuem com o valor simbólico de R$ 1 [um real], mas a entrada dos pais é gratuita, um modo de estimular a participação e a integração ao grupo. Foi assim que Ruth Lopes, 35, mãe de Álvaro, se tornou aluna de artesanato e aprendeu a transformar garrafas PET em peixes, corais e outros personagens. 


 O Ereoatá trabalha com apoio de alguns programas de governo: Ponto de Cultura, Mais Cultura, Pronasci e Ponto de Leitura. Quem quiser entrar em contato com o grupo pode obter mais informações pelo email ereoata@hotmail.com ou 71 8813 4404 / 71 8884 8039.

Novembro Negro Salvador


Grupo de Teatro Palmares Iñaron & O.I.M - Oficina de Investigação Musical 
apresentam

IAURETÊ nos dias 10 e 24 de novembro, as 20h
no Largo Pedro Archanjo - Pelourinho

ENTRADA FRANCA!!!

Através do Centro de Culturas Populares e Identitárias, do Pelourinho Cultural e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia o espetáculo IAURETÊ realiza duas (02) apresentações no Mês da Consciência Negra, nos dias 10 e 24 de novembro de 2011 no Largo Pedro Archanjo – Pelourinho, sempre às 20h, com entrada franca para todos os públicos. A peça teatral IAURETÊ aborda uma poética antropológica afro-indígena e convida o público para participar de uma celebração cênico-musical em que a reflexão sobre ancestralidade e contemporaneidade é determinante e presente.
 
Ficha Técnica: IAURETÊ
Realização: Palmares Iñaron e Oficina de Investigação Musical O.I.M
Texto: IAURETÊ (Adaptação das obras; Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e Maíra de Darcy Ribeiro)
Adaptação e Direção Geral: Lia Spósito
Elenco: Maria Janaina e Victor Kizza
Orientação Artística: Antônio Godi
Direção Musical e Multimídia: Bira Reis
Percussão: Alessandro Mônaco e Marquinhos Black
Produção Executiva: Victor Kizza
Assistência de Produção: Heloisa Jorge e Ana Maria Soares
Iluminação: Everton Machado
Assistente Técnico: Nildo Brito
Programação Visual: Letícia Martins
Fotografia: Aldren Lincoln
 
Contatos:
 Victor Kizza
(71) 9188-3292
Grupo de Teatro Palmares Iñaron

Espetáculo BANQUETE 1 - TERRORISMO POÉTICO

Espetáculo BANQUETE 1 - TERRORISMO POÉTICO em cartaz no Teatro Gamboa


RELEASE


Banquete 1 – Terrorismo Poético é um espetáculo solo de palhaço construído da mistura da experiência de números apresentados na rua e em cabarés, neste, o palhaço Sabiá (Thiago Enoque) ao montar sua banca para vender frutas, ovos e muitas gargalhadas, aproxima a realidade da rua ao teatro. Deste modo, cenas que são apresentadas na rua conduzem a um ápice de transgressão, onde, dentro do “útero-teatro” o palhaço-cidadão Sabiá pode sentir-se livre para jogar com a Bufonaria.

Da rua ao teatro o palhaço Sabiá oferece um Banquete, dos famintos aos que têm fome. Um espetáculo recheado de diversão, anarquia, questionamento de valores, poesia e esperança. O grito? O Amor! A nossa pátria? O mundo inteiro! E um pensamento brilha no coração do Palhaço: A Liberdade!!! SORRIA, VOCÊ ESTÁ NA MIRA DO PALHAÇO!!!



SOBRE O ARTISTA


Licenciado em Dança pela Universidade Federal da Bahia, Thiago Enoque O'Sabiá direciona suas investigações e pesquisas para os fazeres da cena associando possibilidades corporais a uma prática que conduz para um caminho de treinamento próprio, onde este se materializa nas suas atuações em teatro, palhaçaria, circo, dança e performance, além de procedimentos e métodos pedagógicos. Neste caminho, vem construindo sua linguagem de atuação mesclando conhecimentos empíricos e autodidatas com técnicas e teorias cênicas. Sua iniciação nas artes começou em Brasília, sua cidade natal, tendo estudado na Universidade de Brasília - UNB, e a pouco mais de cinco anos traz para as ruas e teatros da capital baiana, seu fazer enquanto artista-educador. Em sua formação estudou, fez cursos, oficinas e workshops com: Intrépida Trupe (RJ), Fráctons e Lume Teatro (SP), Zé Ragino, Circo Payassu, Circo Engenho e Udi Grudi (DF), Alexandre Casali (BA), Chacovacci (Argentina), Pepe Nuñes (Espanha), Andrés Del Bosque (Chile), Teatro de Odin (Dinamarca), entre outros.

Ficha-técnica


Realização e Produção – Cia ObCena
Direção e Performance –Thiago Enoque O'Sabiá

Assistente de Direção – Inaê Moreira







Serviço

O quê?      Espetáculo de palhaço Banquete 1 - Terrorismo Poético

Quando?   09 a 30 de Novembro de 2011 (todas as quartas-feiras)
Horas?       20h
Onde?       Teatro Gamboa Nova
Quanto?    R$10 e R$5



Maiores informações
Thiago Enoque
Artista e Diretor de Produção

Inaê Moreira
Artista e Produtora

Benedita no Teatro Gamboa em novembro


Sob orientação de Fábio Vidal e Danilo Pinho o ator Bruno Sousa -jovem talento do teatro baiano- estará em cartaz com seu solo autoral “Benedita” entre 04 e 26 de Novembro às 20:00 no Teatro Gamboa Nova as Sextas e Sábados.Com o intuito de formular uma prática criativa centrada no trabalho do ator, suas potencialidades físico-vocais exploradas a fundo, surge Benedita: projeto de criação e montagem de um espetáculo-solo que tem por base a pesquisa na construção de um personagem. Nesse projeto o ator assume os meandros cênicos de Direção, Atuação e Dramaturgia.

No palco, Benedita, uma velha mulher que chega numa encruzilhada, limite de seus horizontes. Ela carrega uma gigantesca trouxa na cabeça. Em meio aos panos limpos que traz, existe uma pequena trouxa de roupas sujas de cores vivas. Benedita conta a historia dessas roupas especiais - peças de roupas que marcaram sua vida centenária de perdas, encontros, afetos, maledicências, tragédias, risos, dores, superações - ao mesmo tempo em que realiza um ritual de morte e passagem.

Uma simpática mulher, contadora de histórias, lavadeira-curandeira-bruxa-feiticeira, em seu limite de vida. Com uma declarada relação com o misticismo e com o indizível ela perpassa o curandeirismo e a espiritualidade. Todos os dias ela revisita suas memórias na esperança de um possível consolo. Distrai-se com cantigas do passado e seu único companheiro Tonho, um porco que é cúmplice das suas crendices e mandingas. Benedita tece destinos, relatando uma história arquetípica e mitológica.

Link para vídeo no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=DtAvcjdawW8